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sábado, 7 de maio de 2011

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida". 
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. 
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar.

Walt Disney

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Menos, muito menos...



Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou… Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou… Não digo: “estou indo”, não digo: “daqui a pouco”, nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero. 

Fernando Mello

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Entre nós dois



Eu acredito nas casualidades, nos encontros, nas passagens.

Nas conversas que temos, nas músicas que cantamos. No que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais. Podemos ser como todos, e o tudo pode ser capaz.
Eu quero suas mãos, suas ideias e defeitos, que me ensine o seu jeito, enquanto aprende o meu.
Quero que faça sentido, que seja proibido, mas que entre nós todos não exista lei.
Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e da pra sentir.
Quero o que mais me da vontade, e quero vontade pra prosseguir.
Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer.


Esteban 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Lucidez


Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre
 
Clarisse Lispector

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E eu que achava...



E eu que achava ja saber de tudo, não sabia o que ia fazer. Todo mundo me mandava caminhar quando eu queria correr. Eu não tinha convite, eu não podia entrar. Eu encontrei a porta aberta e resolvi ficar

Eu perdi todas as manhãs que a noite conseguiu me tirar. Esqueci das tardes esperando a noite chegar. Eu cheguei onde queria e não queria mais voltar. Eu encontrei a porta aberta e resolvi fechar.


Esteban

domingo, 5 de dezembro de 2010

E o ontem


Perde-se a noção do que é ontem e hoje. Perde-se a noção de delírio e objetivo. Perde-se a noção do que é sonho. É que às vezes me acho mais produtivo quando sonhando. Não que eu seja sonâmbulo e saia por aí assustando as pessoas pelos corredores. É que é nos sonhos que eu construo a minha realidade, ao passo que, quando desperto, tento moldar o meu dia à imagem dessa noite de sonhos. De belos sonhos. E se me fosse oferecido um dia de sonho em troca de uma noite de pesadelos? Eu diria sim. Viveria esse dia ao teu lado e jamais dormiria de novo.
 Beeshop

sábado, 6 de novembro de 2010

A minha história não acaba aqui

Vão te dizer que você não é mais o mesmo
Vão apontar o dedo na tua cara pra te acusar
 Vão arrumar mil motivos pra te incriminar
Por todo canto alguém esperando pra te derrubar  
(...)
Vão te vender sem saber o que há por dentro
E vão achar que com alguns trocados podem te comprar
Vão encontrar mil maneiras de te rotular
E em todo o canto sempre tem alguém que quer roubar o seu lugar
(...) 
Por mais que tentem me impedir
Agora nada pode nos parar (enquanto uma voz dizer)
Não vou (enquanto eu puder correr)
A minha história não acaba aqui
Quem põe esse ponto final sou eu (enquanto eu quiser viver)
Sou eu !
 (...)
Não foi a primeira vez que eu enxerguei o fim!

sábado, 30 de outubro de 2010

Máscaras


Toda máscara tem duas aberturas na área dos olhos, para que, mesmo quando privamos o mundo de ver nossa verdadeira face, consigamos, mesmo assim, enxergar. Com a idade, as pessoas vão, aos poucos descobrindo que é tão cômodo, é tão mais seguro esconder a fisionomia, que passam a achar que não vale mesmo a pena presentear o mundo com transparência.
No entanto, são justamente os olhos que desmentem as máscaras. Eles estão e estarão para sempre lá, descobertos. E eu, da mesma forma que você, mesmo vivendo num interminável baile de máscaras, já aprendi a olhar através da porcelana, a fitar os olhos tristes que estão logo acima do sorriso radiante.
No entanto, o que eu enxergava era tão bonito que me parecia apenas a mais bela máscara do baile, uma plástica distração que me transformaria em joguete, hipnotizado por aquela face que ostentava dolorosa beleza. Até hoje apalpo teu rosto procurando emendas, desníveis, vestígios de cola ou encaixes bem-feitos, sem sucesso algum. Me deixei ser levado por tamanho encanto, e sigo flutuando em simples nuances de voz, sussuros inesperados e intrincados escritos.
Abriu-se uma roda. Somos o par que dança alegremente entre os mascarados, sentindo na pele do rosto a brisa de lança-perfume que faz parar o tempo, devidamente despidos das máscaras.

Beeshop